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Cinquenta cristãos brasileiros passarão o
domingo de Páscoa em meio à perseguição. Ou
melhor, simulação de perseguição. Neste feriado,
acontece o acampamento do ministério de jovens
da Portas Abertas, o underground. E cinquenta
pessoas, incluindo uma senhora de 60 anos que
participa pela terceira vez, estarão celebrando
a Páscoa de forma diferente.
“Não vai ter papá gostoso, nem palestrante
famoso, não vai ter cama nem piscina, nem quadra
de futebol, nem conforto. Diferente daquilo que
você espera de um retiro espiritual?
Certamente!” Com esse apelo, centenas de
cristãos brasileiros acima de 18 anos já
participaram do acampamento, que nesse feriado
acontece em Campos do Jordão. Desde 2001, o
acampamento faz parte das atividades da Missão
Portas Abertas no Brasil. O evento acontece
também em outros países, cada um com
características próprias.
Aqui, os participantes conhecem como é a rotina
de milhões de cristãos que vivem sob ameaça
constante de governos, de extremistas,
guerrilhas ou até mesmo de parentes. Os
participantes experimentam um pouco de como é
servir a Deus sem recursos materiais, sem
Bíblias, com poucos ao lado e tendo que dividir
tudo, incluindo a comida.
“Me aproximei mais da Igreja Perseguida. Me
envolvi mais com eles, afinal somos da mesma
igreja. Comecei a questionar minhas atitudes,
minha vida com Deus, se realmente entreguei tudo
a Ele. O testemunho deles me leva a ser um
cristão melhor a cada dia.” Estevão Medeiros,
colaborador da Portas Abertas, participou pela
primeira vez em 2007 e desde então faz parte da
equipe organizadora. Antes de ir, sentiu receio
por não saber o que iria acontecer. Mesmo assim,
Estevão garante que é uma das atividades mais
legais que já participou.
Mesmo sabendo que é uma simulação de
perseguição, Estevão diz que ele ficou chocado
com a realidade, principalmente porque estamos
acostumados com a liberdade. “Imaginamos como é
a realidade deles, muito pior daquela que
enfrentamos no acampamento. Acredito que o
acampamento nos ajuda a medir nosso nível de
compromisso com Deus. Somos forçados a pensar se
aguentaríamos a perseguição. É uma benção, Deus
tratou muito comigo sobre coisas que eu queria
esconder dos outros, e que só eu sabia!” Para
finalizar, Estevão afirma que Deus trabalha
diferente com cada um, “não existe uma fórmula,
existe uma condição: estar aberto”, alegra-se
ele, citando Salmos 51.17.
Já Fabiana Silva, colaboradora da Missão Portas
Abertas, participou do acampamento no ano
passado e afirma que era uma cristã antes do
acampamento e outra após ter participado. “Fui
tratada por Deus, minha paixão pela Igreja
Perseguida aumentou e minha busca e confiança
diárias pelo Senhor também. Descobri o quanto
somos materialistas, frágeis, religiosos e
insensíveis uns com os outros e que não estou
pronta para ser confrontada sobre minha fé e nem
pronta para sofrer perseguição”, desabafa
Fabiana.
A jovem afirma que se você não perder o foco da
razão de estar ali, Deus fala com você, mesmo
sabendo que é tudo uma simulação e que você não
sairá machucada fisicamente. “Você percebe que
não consegue ultrapassar as dificuldades e que
você depende de alguém para te ajudar a andar, a
fazer algo, a comer, resistir. E então você
percebe realmente o que tem feito pelo Corpo de
Cristo. Mexe com seu espiritual, emocional e
você percebe suas fraquezas como ser humano
diante de Deus. E o quanto somos acomodados.”
Fabiana ressalta o preparo da equipe,
especialmente que as pessoas envolvidas são
preparadas por Deus. “Deus os usa para falar com
você e mostrar coisas que só você e Deus sabem.”
Nesse não dá mais tempo, mas em julho haverá
outra oportunidade. Mais informações, acesse o
site do underground – www.underground.org.br ou
envie um email para
underground@portasabertas.org.br
E uma excelente Páscoa para todos, lembrando a
razão de comemorarmos essa data.
Fonte: Creio.
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