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01/12/2004

Hoje é comemorado o Dia Mundial de Combate à Aids

 

Hoje, dia 1º de dezembro, é comemorado o Dia Mundial de Combate à Aids, o mal do século que avança em proporções assustadoras em todo planeta, principalmente na África. Enquanto a comunidade científica busca incansavelmente  a cura da doença, voluntariado de diversos segmentos da sociedade se unem tratar seus doentes.

No Brasil, de acordo com o Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST-AIDS), as mulheres, a população negra e as pessoas com menor nível de escolaridade aparecem como principais no perfil do grupo de risco. É a primeira vez que o boletim epidemiológico traz informações sobre raça e cor. Ainda segundo o boletim, mais de 40 mil pacientes estavam fora das estatísticas sobre aids no País.

 

Entre a população masculina, os números permanecem estáveis. Pedro Chequer,coordenador do Programa de DST-AIDS, analisa os números como suficientes para demonstrar uma tendência de aumento de casos entre a população negra. "Não há nenhuma relação entre a raça e a doença. Mas hoje, por condições sociais, parte da população negra ainda tem maiores dificuldades de acesso a escolaridade, o que a torna mais vulnerável", afirma Chequer.

A proporção entre homens e mulheres, que era de 16 casos em homens para cada mulher, no começo dos anos 80, atualmente é de dois para um. Esses números demonstram a importância da mobilização do Dia Mundial de Luta contra a Aids, que tem como tema este ano "Mulheres, meninas, HIV e Aids".

 

Desafios da Aids neste século

 

Órfãos e Aids; Mulheres e Aids; Poder Público e Ativismo serão os temas debatidos na mesa redonda, que será realizado pela Agência de Notícias da Aids, o programa Saúde Brasil e o portal IG. Participarão da mesa o padre Júlio Lancelotti, criador da Casa Viva; a coordenadora do Programa de Combate à Aids do Município de São Paulo, Maria Cristina Abbate; a pesquisadora do Institutto de Saúde da Secretaria de Saúde e Membro da Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos Wilza Vilela e o presidente do Fórum de ONG/AIDS do Estado de São Paulo, Rubens de Oliveira Duda.

O debate terá a mediação da jornalista Roseli Tardelli, editora-executiva da Agência de Notícias da Aids. O evento acontece entre às 17h30 e 19h30na galeria do Conjunto Nacional, Av. Paulista 2073, em São Paulo.

 

Fonte: Elnet.

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