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"Olha,
quando fui bicho, tive de matar duas
formigas no grito", diz José Raifaz,
22, aluno de administração de empresas
da Faap (Fundação Armando Álvares
Penteado), para justificar ao calouro
Josias Rubens, 18, a faixa de cabelo
raspada, tinta verde, azul e vermelha no
corpo, rosto e roupas, ovos, jatos de água
e a obrigação de pedir dinheiro na
avenida Pacaembu (zona oeste de São
Paulo).
Enquanto calouros recolhiam trocados,
Raifaz, bebendo cerveja, mostrava um saco
no qual contabilizava, antes das 10h,
cerca de R$ 80. "Vai, bicho!",
ordenavam os veteranos. O valor recolhido
--por estudantes que pagam R$ 1.711 de
mensalidade do curso de administração--
seria, depois, gasto em cerveja.
Ou em pinga, que outros "bichos"
tiveram de beber por pressão dos
veteranos.
Ao lado, diante dos carros, a "bichete"
Patrícia Dringoli, 17, de publicidade,
ensaiava a dança "na boquinha da
garrafa". "É péssimo os caras
fazerem isso."
A Faap veta trote nas faculdades e fará ações
solidárias para inibir recepções
violentas.
As
informações são da Folha On Line
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