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Saudada como “nossa irmã Marina”, a senadora
Marina Silva (PV-AC) selou ontem o primeiro
apoio de uma igreja evangélica na corrida
presidencial. Em visita a Garanhuns (PE), ela
foi recebida com festa num colégio
presbiteriano, onde se reuniu com 20 pastores e
fez um discurso de forte teor religioso.
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Após o evento, o reverendo Silas Menezes, número
dois da hierarquia da igreja, disse à Folha que
os “cristãos sérios” devem apoiar sua
candidatura ao Planalto.
“Ela é a candidata mais indicada para nos
representar. A parte séria dos cristãos vai se
inclinar para Marina”, afirmou Menezes,
vice-presidente do Supremo Concílio
presbiteriano. “Ela terá mais votos do que as
pesquisas dizem. Só precisa se tornar mais
conhecida.”
“Não devemos declarar apoio oficial, mas
recomendamos que nossos fiéis olhem para os
domésticos da fé”, disse o pastor Marcos André
Marques. Marina será convidada para um encontro
com a cúpula da igreja nas próximas semanas.
Em 2002, a denominação sustentou a candidatura
presidencial do ex-governador do Rio Anthony
Garotinho, que é presbiteriano. A igreja
contabiliza 1 milhão de fiéis no país e exerce
forte influência sobre outros ramos evangélicos.
Marina se converteu à Assembleia de Deus há 13
anos e é a única evangélica na disputa para
suceder o presidente Lula.
O bispo católico de Garanhuns, dom Fernando
Guimarães, também foi convidado para o ato de
ontem. No entanto, ele não discursou.
Marina reclamou de preconceito contra
evangélicos: “Vejo pessoas tentando associar fé
cristã a conservadorismo. Quem quiser ser
dogmático e conservador não use a Bíblia como
referência. Quem quiser ser machista ou
discriminar, que o faça por sua conta”.
Em outras ocasiões, ela já se queixou de uma
suposta tentativa de rotulá-la como conservadora
e defensora do criacionismo. Marina diverge do
PV em questões sensíveis aos evangélicos, como
descriminalização do aborto. Anteontem, prometeu
não fazer uso político da religião. “Não vou
usar o púlpito como palanque e não vou satanizar
ninguém. O amor que Deus tem por mim, Ele tem
por Dilma, Serra e Ciro.”
Na cidade natal de Lula, a senadora deixou de
lado as críticas para elogiar o presidente.
“Quando vinha do aeroporto, pensei: “Puxa vida,
aqui nasceu o menino Lula”. Ele já foi uma
criancinha e virou presidente. Para mim, é uma
emoção muito grande estar aqui”, discursou. À
noite, Marina assistiu à encenação da Paixão de
Cristo em Nova Jerusalém.
Fonte: Folha / Gospelmais.
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