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Os
estudantes
brasileiros
estão
entre
os
que
têm
os
menores
níveis
de
conhecimento
em
matemática,
segundo
informações
de
uma
pesquisa
internacional
realizada
pela
Organização
para
a
Cooperação
e
o
Desenvolvimento
Econômico
(OCDE).
Os
alunos
brasileiros
tiveram
o
pior
desempenho,
ao
lado
da
Indonésia
e da
Tunísia,
e
ficaram
no
fim
da
lista,
atrás
de
outros
37
países.
Os
dados
fazem
parte
do
Programa
para
a
Avaliação
Internacional
de
Estudantes
(Pisa,
na
sigla
em
inglês)
–
uma
comparação
entre
os
resultados
obtidos
por
testes
e
questionários
aplicados,
em
2003,
para
alunos
de
15
anos
de
40
países.
O
objetivo
desse
estudo
é
analisar
o
conhecimento
e as
habilidades
necessárias
para
uso
cotidiano.
A
pesquisa
compara
dados
dos
países
membros
da
OCDE
e de
"parceiros",
como
o
Brasil
e a
Rússia.
O
foco
em
2003
foi
matemática.
Os
alunos
tiveram
de
responder
a
questões
que
abordavam
situações
do
dia-a-dia,
incluindo
questões
de
raciocínio
e cálculo.
A
Finlândia,
a
Coréia
e
China/Hong
Kong
aparecem
no
topo
da
lista.
Métodos
A
OCDE
usou
sete
níveis
de
proficiência
para
avaliar
o
conhecimento
dos
alunos
-"abaixo
do nível
1"
a
"nível
6".
Mais
da
metade
dos
estudantes
conseguiu
atingir
pelo
menos
o nível
4
nos
três
países
que
lideram
a
avaliação.
No
Brasil,
mais
de
50%
dos
alunos
ficaram
abaixo
do nível
1.
Segundo
o
estudo,
"esses
estudantes
falharam
ao
tentar
mostrar
que
possuem
os
conhecimentos
matemáticos
básicos".
Os
autores
alertam
que
a
principal
variação
na
performance
dos
estudantes
acontece
dentro
dos
próprios
países,
devido
a
programas
e
sistemas
de
educação
diferentes,
à
diferença
no nível
das
escolas
e à
diferença
na
capacidade
de
aprendizado
dos
alunos.
Leitura
e ciência
O
estudo
também
avaliou
a
capacidade
dos
alunos
em
compreensão
de
texto
e ciências.
Na
avaliação
da
leitura,
o
Brasil
aparece
em
36º
lugar,
à
frente
de México,
Indonésia
e
Tunísia.
A
Finlândia
está
no
topo
da
lista,
seguida
por
Coréia
e
Canadá.
Segundo
o
relatório,
o
Brasil
melhorou
na
avaliação
de
ciência
(em
comparação
com
o
relatório
realizado
no
ano
2000),
mas
continua
com
o
pior
desempenho,
novamente
ao
lado
de
Indonésia
e
Tunísia.
A
ciência
será
o
principal
foco
do
próximo
estudo,
que
deve
sair
em
2006.
O
relatório
da
OCDE
também
avalia
a
diferença
na
performance
de
meninos
e
meninas.
Em
matemática,
os
meninos
se
sobressaíram
com
relação
às
meninas.
No
entanto,
em
compreensão
de
texto,
as
meninas
tiveram
uma
média
bem
mais
alta
em
todos
os
países,
com
exceção
de
Liechtenstein.
Em
ciência,
a
diferença
não
foi
tão
grande,
mas
os
meninos
também
de
deram
melhor.
Fonte:
BBC
Brasil.
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