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Um pesquisador egípcio disse que descobriu indícios
de corrupção e nepotismo que datam de cerca de 3.000
anos.
O
caso foi noticiado em um jornal do Egito que publicou
detalhes do estudo na primeira página com a manchete
"Tebasgate", numa referência à antiga
cidade egípcia de Tebas.
Segundo
o jornal Al-Masri Al-Yaoum, esse é o mais antigo caso
de corrupção política e acobertamento oficial no país.
Em
questão, um complô para acobertar o roubo de ouro e
jóias escondidos nas tumbas dos faraós.
De
acordo com o pesquisador Ahmad Saleh, cujo trabalho é
citado pelo diário egípcio, altos funcionários
envolvidos no saque ficaram em liberdade enquanto
pessoas comuns foram julgadas e punidas.
A
pesquisa de Saleh foi sobre o saque na tumba do rei
Sobekemsaf, durante o chamado "Novo Império".
Os
saqueadores foram capturados e julgados na antiga
cidade de Tebas, que fica mais ou menos onde está
hoje Luxor.
Mas,
como descobriu-se que alguns altos funcionários do
governo estavam envolvidos, o caso foi fechado, no que
parece ter sido o primeiro exemplo da história de
acobertamento oficial.
É
uma história que terá alguma ressonância no Egito
moderno, onde muita gente costuma reclamar do que diz
ser corrupção desvairada no país --embora a corrupção
moderna costume ter mais a ver com suborno e contratos
duvidosos do que roubo de tumbas.
As
informações são da Folha On Line.
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