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O
presidente
dos Estados
Unidos,
George W.
Bush, e o
primeiro-ministro
britânico,
Tony Blair,
se
mostraram
otimistas
nesta
sexta-feira
sobre a
possibilidade
de alcançar
a paz no
Oriente Médio,
Bush
considerando
possível a
criação
de um
Estado
palestino
independente
até 2009.
"Acredito
que temos
uma grande
oportunidade
de criar um
Estado
palestino",
declarou
Bush
durante uma
coletiva de
imprensa na
Casa Branca
com Blair.
"Considero
possível a
instauração
de tal
Estado
daqui a
quatro
anos",
acrescentou.
Trata-se do
primeiro
encontro
entre os
dois
dirigentes,
aliados no
Iraque,
desde a
reeleição
de Bush, em
2 de
novembro
passado. A
reunião é
mantida
logo após
a morte, na
quinta-feira,
do líder
palestino
Yasser
Arafat, com
quem o
presidente
americano
se recusou
a negociar
durante seu
primeiro
mandato.
Até agora,
a criação
de um
Estado
palestino
estava
prevista
para 2005,
segundo os
termos do
Mapa da
Paz, o último
plano de
paz para a
região
impulsionado,
entre
outros
atores,
pelos próprios
Estados
Unidos. No
entanto,
Bush
questionou
este plano
no primeiro
semestre
deste ano.
"Justifica-se
afirmar que
temos
grandes
possibilidades
de
propiciar a
instauração
de um
Estado
palestino,
e tenho a
intenção
de
aproveitar
os próximos
quatro anos
para
investir a
energia dos
Estados
Unidos na
criação
de tal
Estado",
destacou
Bush, cujo
segundo e
último
mandato
termina em
janeiro de
2009.
Tanto Bush
quanto
Blair
insistiram
na importância
para os
palestinos
de
instaurar
rapidamente
instituições
democráticas.
O
presidente
americano
destacou
que a
cooperação
de Israel
era
indispensável.
"Acredito
que a paz
na região
dependerá
do desejo
dos
palestinos
de
construir
uma
democracia,
e da
vontade de
Israel de
ajudá-los",
declarou
Bush.
"Durante
os próximos
meses,
novas
oportunidades
de
progredir
na direção
de uma paz
justa e
duradoura
surgirão",
acrescentou.
"Em
breve, os
palestinos
designarão
um novo
presidente.
É o
primeiro
passo para
a criação
de instituições
políticas
sólidas.
Nestas eleições,
os
palestinos
escolherão
seus
dirigentes
locais e
nacionais.
Queremos o
sucesso
destas eleições,
e estamos
prontos
para
ajudar",
comentou
Bush.
Por sua
vez, Blair
afirmou que
a paz entre
israelenses
e
palestinos
somente será
possível
com dois
"Estados
democráticos".
"Uma
paz justa
somente
poderá ser
alcançada
com dois
Estados
realmente
democráticos,
que
respeitem
os direitos
humanos",
ressaltou o
premier
britânico.
No entanto,
o
presidente
americano
se mostrou
cauteloso
ao se
referir a
uma
eventual
conferência
internacional
sobre o
Oriente Médio.
"Sempre
estou a
favor das
conferências,
desde que
produzam
resultados",
destacou,
especificando
que havia
evocado
esta questão
com seu
aliado britânico.
Além
disso, Bush
afirmou que
a ofensiva
conjunta
das forças
americanas
e
iraquianas
contra a
cidade
rebelde
sunita de
Fallujah
havia
permitido
alcançar
"
progressos
significativos"
nestes últimos
dias.
Blair também
se mostrou
confiante
que as
tropas da
coalizão
superarão
as
dificuldades
que
enfrentam
atualmente
no Iraque.
No entanto,
um alto
representante
americano
anunciou
nesta
sexta-feira
que 22
soldados
morreram
desde o início
da operação
'Fúria
Fantasma',
segunda-feira
passada.
Bush e
Blair também
expressaram
seu desejo
de que suas
relações
com os
demais países
europeus
melhorem.
"Tenho
previsto
viajar à
Europa
assim que
for possível,
depois do
início
oficial do
meu segundo
mandato",
no dia 20
de janeiro
de 2005,
afirmou,
sem dar
mais
detalhes.
Em tom
conciliador,
o
presidente
americano
destacou a
importância
das boas
relações
entre seu
país e os
europeus.
"Há
muitas
coisas que
fizemos
juntos e
muitas
coisas que
podemos
fazer",
enfatizou.
Bush é
muito
impopular
na Europa
por causa
das divergências
transatlânticas
que
terminaram
na decisão
de invadir
o Iraque,
em março
de 2003.
Fonte:
Ultimo
Segundo.
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