|
"Ao
diabo só foi dada a paternidade da mentira", Marcão
- Fruto Sagrado
Dia
13 de julho é comemorado o Dia Internacional do Rock,
que completa 50 anos em 2004, sendo um dos gêneros
musicais mais polêmicos do planeta. No Brasil, ele
chegou por volta dos anos 50 e 60 e, a partir da década
de 80, os evangélicos começaram a escrever a história do
rock gospel. Sob o estigma do diabo ser o "Pai do
Rock”, o estilo esteve fora da Igreja por muito tempo,
enquanto explodia do lado de fora, arrebatando multidões.
O slogan “Sexo, drogas e rock’n roll” representava
o desejo de liberdade da juventude inspirada em
Woodstock. Mas por outro lado, jovens cristãos se
opuseram a esta condição e usaram a música para
imprimir mensagens evangelísticas, que traziam
questionamentos sobre a fé, vida, valores, princípios
morais e espirituais. Entre as canções que marcaram
esta época estão “Palácios” (Rebanhão) e
“Extra, Extra” (da banda Katsbasrnéia). O som
pesado dos metais trouxe uma contribuição
significativa para a música cristã, o evangelismo e
o comportamento dos jovens.
"É um ritmo que levanta a adrenalina e
gera atitude", Jean Carlos - Oficina G3
A geração
da década de 90 continuou o movimento liderado pelas
bandas Oficina G3 (SP) e Fruto Sagrado (RJ), que
emplacaram no cenário gospel e conquistaram a juventude
evangélica. Para Marcão (foto), vocalista do
FS, o rock trouxe uma nova alternativa tanto para as
composições como para a execução de antigas músicas
congregacionais; e também mais descontração na
liturgia do louvor, ajudando a libertar alguns grupos
daqueles padrões engessados e definidos como sacros.
Segundo ele, à medida que o rock foi sendo utilizado em
retiros, acampamentos e trabalhos evangelísticos, a
igreja foi agregando hábitos como bater palmas e dançar,
além de utilizar instrumentos como guitarra e
bateria.
Jean Carlos(foto), tecladista do Oficina,
concorda com Marcão e acrescenta: “É um ritmo que
levanta a adrenalina e gera atitude. Essa inquietação
foi importante para os jovens”. Para o
tecladista, o rock é uma arma para falar do que ele acredita
usando seu talento musical. O roqueiro PG, que
prepara seu primeiro CD solo, diz que sempre viu o
estilo como mais um ritmo para adorar ao Senhor. Ele
completa dizendo que os jovens são atraídos pela
espontaneidade do rock, e as igrejas têm compreendido
que é uma forma de aproximá-los de Deus.
"As pedras rolam, mas para esmagar a cabeça do
diabo, como rolo compressor", PG
O
comprometimento com Deus, o talento e o profissionalismo
desses roqueiros de Cristo, que já estão na estrada há
mais de 15 anos, tem influenciado jovens a formarem suas
bandas e, assim, continuarem abrindo caminho para o rock
gospel. “Eles fazem rock de qualidade com harmonia e
arrajos. É bom que jovens e adolescentes se interessem
para influenciarem outros com a mensagem impactante do
Evangelho", encoraja Jean.
Para os iniciantes, Marcão dá o seu recado: “Não
negociem os princípios da Palavra de Deus; se esmerem
enquanto músicos, tendo como prioridade o estudo da Bíblia;
sejam autênticos, criativos, utilizando influências
sem imitá-las; tenham conhecimento amplo de diversos
assuntos para fugirem do óbvio, do lugar comum, das
letras medíocres!; retenham de tudo, apenas o que for
bom; não se iludam com os holofotes, com o falso
glamour do palco, do assédio e dos elogios. É possível
ganhar o mundo, vender muito CD, ficar famoso e perder a
alma mesmo estando "dentro" da igreja ou num
"show-gospel". Por isso, não percam Jesus do
foco, do alvo, do tom”, aconselha.
Já PG (foto), recorre à tradução
da expressão rock’n roll – pedras rolando
– para explicar a importância do gênero: “As
pedras rolam, mas para esmagar a cabeça do diabo, como
rolo compressor. Fazemos rock com liberdade,
responsabilidade e autoridade na Palavra de Deus”,
finaliza. Parabéns ao roqueiros que têm firmado a sua
adoração na rocha, que é Jesus e impactado sua geração
com o poder do Evangelho.
fonte: www.elnet.com.br
por Juliana Dias.
|