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Meses atrás surgiu no site YouTube um vídeo
insinuando que haveria mensagens subliminares na
música Davi. A seguir, refutaremos tal absurdo.
A tal mensagem subliminar começou como
brincadeira na Inglaterra pós-Reforma
Protestante. Na verdade, o que se tinha na época
era uma língua invertida fictícia, que não
passavam de frases ditas ao contrário para
blasfemar contra as instituições sagradas da
Igreja Católica. Há passagens da história
britânica que comprovam isto.
Nos anos 60, os Beatles foram um dos primeiros a
serem acusados de colocar mensagens subliminares
em suas músicas. A idéia era que, tocando os
discos ao contrário, se revelariam frases de
cunho satânico e apologias ao uso de drogas,
suicídio, etc. O frisson foi tão grande que
vários boatos de frases ocultas foram se
espalhando sobre inúmeras bandas, gerando uma
imensa quantidade de pessoas tentando rodar os
discos ao contrário para ouvir as mensagens
escondidas.
Bom lembrar somente que, ao fazer isto, a agulha
da vitrola, com o tempo, estragava os discos,
obrigando o dono a comprar outro álbum. Então as
gravadoras, sem perder tempo, começaram a ver
esta história como estratégia de marketing...e
bandas passaram até a brincar deliberadamente
com isto, como o Pink Floyd. Contudo, tais
mensagens, além de nada ter de subliminar, na
verdade não existem: são pura ficção advinda de
um marketing sujo e desrespeitoso que deu muito
certo – alguns dos boatos foram, inclusive,
espalhados pelos próprios selos.
Tais frases não passam de projeções, que vão
predispondo e sugestionando as pessoas a ouvirem
o que se quer que elas ouçam. Aqui entram
conceitos clássicos e comprovados da psicologia
que não cabem serem discutidos neste espaço.
Além do que, tecnicamente falando, a agulha da
vitrola nunca tocava na parte de baixo dos
sulcos de vinil, não reproduzindo aquele som e o
fazendo somente quando virada ao contrário. Ou
seja: de modo normal, ainda que alguma mensagem
existisse, ela não seria reproduzida. E se algo
só aparece quando fazemos uso de modo deliberado
e intencional, tentando encontrar frases
estranhas e desconexas que revelam exatamente
aquilo que queremos ouvir, isto está
infinitamente longe de ser subliminar.
Técnicas verdadeiramente subliminares, em
freqüências baixas e praticamente inaudíveis,
mixadas a outros sons em faixas sobrepostas, de
fato existem, mas não tem absolutamente nada a
ver com discos ao contrário, frases invertidas e
outras invenções do tipo.
Por fim, basta dizer que estas tais mensagens
escondidas na música – chamadas de backward
masking pelos ingleses – nunca foram comprovadas
por uma metodologia cientifica, com notação
fonética das frases, engenheiros de som
respeitados e psicólogos versados em mecanismos
de projeção.
Técnicas subliminares na propaganda, filmes e
outros tipos de suporte multimídia sabidamente
existem, e são usadas largamente há muito tempo,
mas são coisas que estão há anos-luz das
alegadas mensagens invertidas, sendo até uma
ofensa para os estudiosos do meio igualá-las a
esta bobagem. Por último, a banda Oficina G3
reafirma o seu veemente repúdio a qualquer
tentativa de associá-la a tais coisas. E
recomenda a seu público que leia bastante e
informem-se muito para não ficarem reféns de
aproveitadores/agitadores extremamente
duvidosos.
Tais afirmações, que, a propósito, parecem
atingir outros artistas da música cristã, só
podem vir de pessoas irresponsáveis e ignorantes
quanto à profundidade e seriedade do tema. Há
uma vasta bibliografia séria sobre técnicas
subliminares disponíveis no mercado, e, caso
exista real interesse no assunto, são boas
fontes de referência.
A banda vem, através deste comunicado completo,
dar por encerrada esta discussão, que já
ultrapassou em muito seu alcance. Estamos desde
a nossa fundação firmes no propósito de levar a
mensagem de Deus através da música e jamais
faríamos uso de tais artifícios para enganar
nosso público, pois honestidade, comprometimento
e transparência sempre foram marcas do G3.
Cuidem-se e fiquem com Deus!
Fonte: Dot Gospel.
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