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Em artigo publicado na última edição
da revista Nature, o cientista Carlos Angulo
Barrios, do Centro de Tecnologia da
Universidade Politécnica de Valência, na
Espanha, demonstrou que o transporte de
grande volume de dados pela internet pode
ser feito à velocidade da luz.
Tecnicamente,
o processo emprega feixes de luz que viajam
através de fibras ópticas, sob o controle
de um chip de silício, construído com base
na nanotecnologia.
O método, segundo Barrios, é muito melhor
que o utilizado usado hoje em dia, pelo qual
a conversão de sinais ópticos em elétricos
gera uma quantidade excessiva de calor.
“Isso impede que se consiga maior
velocidade no tráfego de dados pela
rede”, esclarece o cientista, acrescentando
que a fabricação em massa de nanochips do
gênero, permitirá também um
desenvolvimento acelerado das telecomunicações.
O uso de materiais criados pela
nanotecnologia é recente. A nova área
científica governa um mundo extremamente
pequeno, cujas distâncias são medidas em
nanômetro, unidade que equivale a um bilionésimo
do metro.
A título de comparação, imagine que você
tenha um nanômetro de altura. Um átomo,
então, seria do tamanho de uma bola de
basquete e uma molécula grande, como a de
uma proteína, teria cerca de 50 nanômetros,
parecendo-lhe um prédio de 15 andares.
Fonte:
O Estado de S. Paulo.
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