Home |   Quem Somos   |   Mensagem do Dia   |   Cadastro   |   Webmail   |   Links   |   Fale Conosco

20/12/2004

CNBB reafirma direito à vida, contra ampliação de casos legais de aborto


Atendendo reivindicação da Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, realizada na metade do ano, o governo federal pretende instalar comissão, em janeiro de 2005, para proceder a revisão das leis sobre o aborto.

 

Segundo a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Nilcéia Freire, só depois que esse grupo terminar o trabalho é que serão encaminhadas propostas ao Congresso Nacional.

Assim que a notícia foi divulgada, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nota, na quinta-feira, 9, reafirmando o princípio ético do pleno respeito à dignidade e à vida do ser humano, "não importando o estágio de seu desenvolvimento ou a condição em que ele se encontra".

 

Esse princípio, destacou o cardeal Geraldo Majella Agnelo, que também é arcebispo de Salvador da Bahia, fundamenta todos os demais direitos da pessoa, "é base e condição para a convivência social digna, justa e solidária".

 

A legislação brasileira admite o aborto nos casos de estupro e risco de vida para a mãe. A presidência da CNBB teme que sejam ampliadas as possibilidades legais da interrupção da gravidez. "Apelamos a todos para cultivarmos uma cultura da vida e não da morte", enfatizou Majella Agnelo.

 

No início da semana, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Nelson Jobim, pronunciou-se a favor da liberação do aborto. Disse que o debate envolvendo o tema é "fundamentalista": os que são contra ou a favor da medida baseiam-se em princípios morais.

No Brasil, estima-se que sejam realizados 6 milhões de abortos por ano, prática clandestina na maioria dos casos, que mata em torno de 400 mil mulheres no período.

 

A cada ano, 1 milhão de adolescentes, de 15 a 20 anos, dão à luz no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa do Ibope realizada em 2003 apontou que 63% da população brasileira são contrários a um retrocesso na lei do aborto.

 

 

Fonte: Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC).

Quem ajudamos? | Por que acessar o nosso Portal? | Mande um e-mail.

©Copyright 2002, www.portaldacomunhao.com.br - 

Todos os direitos reservados.

Este site é melhor visualizado quando está com o monitor configurado em 1024x768.