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Um
filme que estreia nesta sexta-feira (19) no
Brasil promete renovar a imagem do velhinho de
barbas brancas pela qual a maior parte das
pessoas conhece o cientista inglês Charles
Darwin.
“Criação”, dirigido por Jon Amiel, conta como a
morte de uma filha e a religiosidade da esposa
de Darwin influenciaram a concepção da obra “A
origem das espécies” – livro que revolucionou a
biologia e desafiou dogmas da igreja. O roteiro,
baseado na história real, foi escrito por John
Collee e inspirado no livro “Annies’s box”, do
ambientalista inglês Randal Keynes, tataraneto
de Darwin.
A história se passa em meados do século XIX na
pacata – e um tanto assombrada – Down House, a
casa de campo em que a família vivia na
Inglaterra. Ali o cientista instalou seus
laboratórios e criou dez filhos, entre eles a
precoce Anne Darwin (Martha West), que ainda
pequena encantava o pai com seu interesse pelas
plantas e animais.
Darwin (Paul Bettany) já havia rodado o mundo a
bordo do navio H.M.S. Beagle e se debruçava
sobre a escrivaninha para escrever sua obra
quando Anne (Martha West), aos dez anos, ficou
doente e morreu.
O episódio deprime o cientista e abre uma crise
entre ele e sua esposa, Emma Darwin (Jennifer
Connelly). A morte da filha também abala a fé do
naturalista, que se sente mais encorajado a
publicar suas teorias sobre a evolução. Ao mesmo
tempo, o afastamento da igreja aumenta os
problemas entre Darwin e Emma, profundamente
religiosa.
Igreja x Ciência
O
filme não é um arauto da razão contra a fé, mas
deixa claro que a obra de Darwin abalaria para
sempre algumas teorias da igreja, como a tese do
Criacionismo, segundo a qual o homem e os
animais teriam sido criados por Deus com sua
anatomia atual, e não evoluído de formas
primitivas e comuns a todos os seres vivos, como
sugeriu o cientista.
O nome “Criação”, além de evocar o Criacionismo,
lembra o processo de geração de “A Origem das
Espécies”, e a até mesmo a criação da pequena
Annie.
Fonte: G1.
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