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(Por
Hilary White) – Um americano que prega nas ruas
foi preso e multado em 1.000 libras em Glasgow
por dizer a uma pessoa que estava passando na
calçada, em resposta direta a uma pergunta, que
a atividade homossexual é pecado. Shawn Holes
passou a noite de 18 de março na cadeia, e de
manhã confessou culpa diante das acusações de
que ele havia feito “comentários homofóbicos…
com o agravante de preconceito religioso”.
Holes, de 47 anos, é um fotógrafo de casamentos
da cidade de Lake Placid, Nova Iorque, e estava
em Glasgow como parte de uma turnê de pregações
na Inglaterra com um grupo de colegas ingleses e
americanos. Ele disse: “Eu estava conversando de
modo geral sobre Cristianismo e pecado”.
“Só falei sobre essas outras questões porque as
outras pessoas fizeram perguntas específicas.
Havia homossexuais escutando — por volta de seis
ou oito — que estavam se beijando e se
amassando, e perguntando: ‘O que você pensa
disto?’” Um grupo de homossexuais foi até a
polícia com uma queixa. Holes mais tarde disse
que a situação parecia como uma “armação de
ativistas gays”.
“Quando me fizeram perguntas diretas sobre a
homossexualidade, eu lhes disse que os
homossexuais estavam se arriscando a sofrer a
ira de Deus, a menos que aceitassem Jesus”.
A acusação, sob a Lei de Justiça Criminal da
Escócia estabelecida em 2003, enfureceu os que
defendem a liberdade de expressão na Inglaterra
e foi até criticada pelo ativista homossexual
Peter Tatchell, que chamou a multa de 1.000
libras “totalmente desproporcional”. Cristãos
locais que apóiam o ministério de pregação
fizeram uma coleta e pagaram a multa.
Tatchell disse para o jornal Daily Mail: “O
preço da liberdade de expressão é que às vezes
temos de aguentar opiniões que são desagradáveis
e ofensivas. Exatamente como as pessoas têm de
ter o direito de criticar a religião, as pessoas
religiosas têm de ter o direito de criticar a
homossexualidade. Só incitações à violência
deveriam ser ilegais”.
Holes relata que na mesma ocasião lhe
perguntaram sobre suas opiniões acerca do
islamismo e ele disse que cria que há só um Deus
cristão verdadeiro e que o Profeta Maomé é um
“pecador como o resto de nós”.
Ele disse que dois homens que estavam escutando
falaram com agentes policiais, que se
aproximaram dele e disseram: “Essas pessoas
dizem que você declarou que os homos estão indo
para o inferno”.
“Eu disse que nunca diria isso, pois não uso o
termo homo. Mas fui preso”.
Peter Kearney, porta-voz da Igreja Católica de
Glasgow, disse ao jornal Scotsman. “Demos apoio
ao estabelecimento de leis [contra crime de
ódio], mas é bem difícil ver como esse homem
pode ser acusado por expressar uma convicção
religiosa.
“Os fatos desse caso mostram que a declaração
dele era patentemente sua convicção religiosa.
Sim, ele usou linguagem forte, mas é obviamente
uma convicção religiosa e não uma forma de
discriminação”.
Gordon Macdonald, da entidade Christian Action
Research and Education for Scotland, disse:
“Esse é um caso preocupante. Estarei escrevendo
ao comandante da polícia Stephen House da
polícia de Strathclyde pedindo esclarecimentos
acerca da orientação dada aos policiais nessas
situações”.
Em notícia relacionada, um juiz regional
rejeitou o caso contra outro pregador, Paul
Shaw, que foi preso em 19 de fevereiro por causa
de comentários que fez sobre a atividade
homossexual. Shaw, que não confessou culpa,
disse: “Tenho pregado regularmente por três ou
quatro anos sem nenhum incidente.
“Em quatro anos, tenho lidado com o assunto da
homossexualidade duas vezes. Shaw disse ao juiz
que ele era obrigado a agir de acordo com sua
consciência e que a homossexualidade é uma
questão importante na Inglaterra hoje. O caso
foi descartado por falta de evidência e
testemunho escrito dos queixantes.
Shaw disse: “Minhas razões foram duplas.
Primeira, há uma consequência para o país e para
a sociedade se a sociedade não avaliar a
diferença entre certo e errado, principalmente
óbvia pela homossexualidade.
“Como nação, seremos julgados por Deus num
futuro não muito distante e haverá conseqüências
terríveis para isso se a homossexualidade não
for criminalizada de novo. Segunda, a nível
pessoal, como com todos os outros pecados, é
necessário se arrepender da homossexualidade a
fim de se entrar no Reino de Deus”.
O juiz regional David Cooper disse para Shaw:
“Há outros tipos de ‘pecados’. Você acha que
conseguiria se concentrar nesses outros um
pouco?”
Enquanto isso, um recente estudo conduzido em
favor do instituto religioso Theos mostrou que
aproximadamente 1/3 dos britânicos pensam que os
cristãos estão sendo marginalizados e que a
liberdade religiosa está sofrendo restrições. O
autor do estudo, o Professor Roger Trigg,
escreveu: “Uma sociedade livre jamais deveria
entrar no negócio de amordaçar vozes religiosas,
sem mencionar no nome da democracia ou fingida
neutralidade”.
“Além disso, traímos nossa herança e tornamos
nossa posição atual precária se valorizamos a
liberdade, mas pensamos que os princípios
cristãos que inspiraram o compromisso de muitos
aos ideais democráticos são de certo modo
dispensáveis”, disse o Professor Trigg.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com.
Fonte: O Verbo.
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