Josenilson
Macieira,
22,
sabe
bem
o
quanto
é
difícil
para
um
aluno
carente
continuar
estudando,
mesmo
com
bolsa
integral.
Ele
se
prepara
para
ingressar
numa
universidade
particular
pelo
Prouni,
mas
quase
desistiu
de
estudar
para
o
vestibular
por
falta
de
recursos
financeiros.
Como
não
tinha
dinheiro
para
pagar
a
passagem
de
ônibus
de
sua
casa
até
o
curso
pré-vestibular
comunitário
onde
estudava,
ele
passou
a
andar
quatro
horas
por
dia
para
se
preparar
para
o
exame.
Macieira
foi
aluno
de
um
pré-vestibular
para
alunos
carentes
no
morro
Dona
Marta
(Botafogo,
zona
sul
do
Rio),
mas
morava
no
morro
do
Vidigal
(Leblon,
também
na
zona
sul).
Para
ir
do
Leblon
para
Botafogo,
aproveitava
um
uniforme
antigo
da
escola
pública
onde
estudou
para
não
pagar
a
passagem
de
ônibus.
Mas
a
prefeitura
e
as
empresas
implementaram
um
novo
sistema
em
que
os
alunos
da
rede
pública
recebem
um
cartão
eletrônico.
Ele
passou
a
sair
de
casa
às
17h
para
chegar
ao
Dona
Marta
às
19h.
Na
volta,
eram
mais
duas
horas
de
caminhada.
"Quase
desisti,
mas
pedi
apoio
à
coordenação
do
curso,
que
passou
a
me
ajudar
com
dinheiro
para
o
transporte",
diz.
Por
meio
do
Prouni,
ele
conseguiu
uma
vaga
no
curso
de
comunicação
social
da
Universidade
Gama
Filho.
O
desafio
será,
novamente,
chegar
na
Barra
da
Tijuca
(zona
oeste),
onde
fica
o
campus.
Luciana
Rangel,
coordenadora
do
curso
pré-vestibular,
conta
que
ela
mesma
sabe
o
quanto
é
importante
esse
tipo
de
ajuda.
Aluna
do
curso
de
pedagogia
da
PUC,
diz
que
só
consegue
se
manter
graças
à
bolsa
integral
e
à
ajuda
para
transporte
e
alimentação
que
recebe
da
universidade.
Seu
receio
é
que
a
PUC,
ao
aderir
ao
Prouni,
corte
a
ajuda
e
dê
apenas
a
bolsa
integral.
"Se
perder
o
benefício,
ficará
difícil
para
mim
e
para
muitos
outros
estudantes."
Fonte:
Folha
On-line.