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(Por
Dra. Susan Yoshihara) – Um relatório recente da
ONU apoiado pelas maiores organizações de
controle populacional do mundo argumenta que as
nações precisam duplicar seus investimentos em
planejamento familiar e aborto nos países pobres
para um total de $24 bilhões por ano, afirmando
que isso reduziria dramaticamente as mortes
maternais e infantis e resolveria muitos males
sociais.
O relatório, com o título de “Somando: os custos
e benefícios dos investimentos em planejamento
familiar e saúde de recém-nascidos”, afirma que
se os países membros da ONU investirem outros
$12 bilhões por ano em “moderno planejamento
familiar”, o resultado mundial incluirá economia
de custos para os países pobres em saúde, água,
saneamento básico e serviços sociais, uma
redução de 2/3 de gravidezes não intencionais,
uma diminuição de 70% em mortes maternais, uma
diminuição de 44% em mortes de recém-nascidos,
uma redução de 73% em abortos “inseguros” e uma
redução de 60% em deficiências físicas.
O relatório argumenta que “se todas as mulheres
que querem evitar uma gravidez usassem modernos
contraceptivos, o declínio resultante em
gravidezes não intencionais reduziria o custo de
dar a todas essas mulheres o padrão recomendado
de assistência maternal e infantil em $5.1
bilhões — de $6.9 bilhões para $1.8 bilhão.”
Elaborado e financiado pelo Instituto Guttmacher,
que é o órgão de pesquisas da [organização
abortista] Federação de Planejamento Familiar,
junto com o Fundo de População das Nações Unidas
(FNUAP), o relatório recebeu comentários de
líderes das maiores instituições de controle
populacional, inclusive o Conselho de População,
a Ação Internacional de População e a Agência de
Desenvolvimento Internacional dos EUA (conhecida
pela sigla em inglês USAID).
O aborto “seguro” é promovido como um meio de
melhorar a saúde maternal e infantil no
relatório. Os autores afirmam que “em 2003,
aproximadamente 20 milhões de abortos no mundo
inteiro — quase 47% de todos os abortos — foram
procedimentos inseguros”. Para sustentar essa
declaração, o relatório cita um documento
polêmico de 2009 do Guttmacher, escrito pelo
mesmo autor.
Os críticos argumentam que a única razão para
usar mortes maternais e infantis no recente
relatório brota da necessidade do lobby do
controle populacional de criar uma sensação de
urgência para que as nações que fazem
contribuições invistam em planejamento familiar.
O relatório critica o fato de que “a
assistência, vinda de nações que fazem doações,
dedicada especificamente ao planejamento
familiar caiu dramaticamente em quantias
absolutas de dólar desde meados da década de
1990”.
De acordo com o relatório: “Os serviços de
planejamento familiar e saúde maternal têm de
ser vistos como partes interconectadas de uma
sequência de assistência”. Como resultado, não
se sabe quanto das alegadas melhorias em saúde
maternal e infantil vem de melhor assistência
pré-natal e quanto viria de impedir nascimentos
todos combinados por meio do planejamento
familiar. Os autores dizem: “Comparados com os
serviços de contraceptivos, os serviços
maternais e de recém-nascidos são mais complexos
e mais difíceis de definir e medir”, e que
“Avaliar os benefícios de assistência maternal e
de recém-nascidos é difícil porque poucos
estudos examinaram a questão”.
Essa é a primeira vez que o relatório “Somando”,
primeiramente publicado em 2003, tentou usar a
questão da saúde maternal e infantil para
justificar mais financiamentos para serviços
mundiais de contracepção e aborto. De acordo com
o relatório, a análise foi expandida para
“incluir assistência maternal e de
recém-nascidos e os efeitos sinérgicos de se
investir simultaneamente nessa assistência e em
planejamento familiar.
Este artigo foi reproduzido com a permissão de:
www.c-fam.org
Traduzido por Julio Severo:
www.juliosevero.com
Fonte: O Verbo.
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