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Cientistas descobriram uma “bússola moral” no
cérebro, que controla como julgamos o
comportamento das outras pessoas. A região, que
fica bem atrás da orelha direita, fica mais
ativa quando pensa no mau comportamento ou nas
boas ações dos outros.
Em uma experiência, os pesquisadores conseguiram
usar imãs fortes para isolar esta área do
cérebro e tornar as pessoas temporariamente
“menos morais”. O estudo mostrou como o nosso
senso de certo e errado não está baseado apenas
na criação, na religião ou na filosofia, mas na
estrutura de nosso cérebro.
A pesquisadora Liane Young, que chefiou o
estudo, disse ao jornal britânico Daily Mail que
“costumamos ver a moralidade como um
comportamento de alto nível”.
- Por isso, conseguir aplicar um campo magnético
em uma região específica do cérebro e mudar o
julgamento de alguém é surpreendente.
A bússola moral fica numa região do cérebro
chamada junção parietal temporal e fica perto da
superfície do cérebro, bem atrás da orelha
direita. Os pesquisadores do MIT (Massachusetts
Institute of Technology) usaram uma estimulação
magnética não invasiva para isolar essa região
do cérebro.
A técnica gera um campo magnético em uma pequena
parte do crânio que cria pequenas correntes
elétricas no cérebro. Essas correntes interferem
nas células próximas do cérebro e evitam que
aqueçam. Na primeira experiência, 12 voluntários
foram expostos ao campo magnético por 25 minutos
antes de enfrentar uma série de situações
chamadas de “labirinto morais”.
Para cada uma dos 192 situações, os voluntários
tinham de fazer um julgamento sobre as ações das
pessoas em uma escala de um, para absolutamente
proibido, a sete, para absolutamente permitido.
Na segunda, o campo magnético foi aplicado em
suas cabeças ao mesmo tempo em que tinham de
avaliar o comportamento das pessoas em cada
situação. Nas duas experiências, o campo
magnético tornou os voluntários menos morais.
As situações envolviam pessoas que colocavam
outros indivíduos em situações de risco, que
poderiam gerar consequências grávidas. Um caso
era de um homem que deixou que a namorada
andasse sobre uma ponte que ele sabia que era
pouco segura. Mas a garota passou pelo local sem
se machucar.
De acordo com os pesquisadores, que publicaram o
estudo na revista científica PNAS, a maior parte
das pessoas iria considerar que o comportamento
do homem era reprovável. Mas, ao receber o
impulso eletromagnético, os voluntários disseram
que não havia nada de errado com a atitude. Os
técnicos dizem que essa alteração fez com que as
pessoas julgassem como aceitável um certo
comportamento se houvesse um “final feliz” na
história.
Fonte: R7.
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